Washington Olivetto é homenageado no Caboré 2019

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Washington Olivetto é homenageado no Caboré 2019

Ícone da publicidade brasileira, profissional ganhou a primeira das cinco corujas há quarenta anos, na primeira edição da premiação

Renato Rogenski
4 de dezembro de 2019 - 23h37

Olivetto: “Não podemos deixar desaparecer a reputação do mercado brasileiro sob o ponto de vista criativo e de negócios” (Crédito: Denise Tadei)

Ganhador de cinco corujas na história do Prêmio Caboré, Washington Olivetto foi homenageado por Meio & Mensagem na noite desta quarta-feira, 4. Consultor criativo da McCann Europa, com residência em Londres, Olivetto conquistou três corujas de Profissional de Criação (1980, 1984 e 1986) e duas de Empresário ou Dirigente da Indústria da Propaganda (1988 e 1990). Além de seus troféus em carreira solo, o profissional também ganhou quatro corujas com suas agências, duas com a W/GGK (1987 e 1988) e outras duas já como W/Brasil (1989 e 2001).

No palco do Unimed Hall, em São Paulo, Olivetto recebeu a homenagem das mãos de Carlinhos Moreno, o “Garoto Bombril”, personagem icônico em sua trajetória. Em seu discurso, Olivetto falou sobre como o distanciamento geográfico o fez refletir sobre os aspectos políticos e de mercado no Brasil. “O ano de 2019 começou com o país em que nasci mergulhado em um furdunço autoritário visto pelo mundo inteiro. Então, tive que explicar o inexplicável em Londres: como a nação da doçura tinha virado o país do amargor. O ano além desses incômodos incontornáveis, me trouxe também perdas irreparáveis, como meu amigo Boechat, meu ídolo André Midani e a querida Fernanda Young. E perdi minha mãe Antonia, aos 89 anos de idade. Mas também trouxe alegrias. Meu filho Homero conseguiu realizar dois longas metragens em um país onde a palavra cultura virou palavrão”, afirmou.

Olivetto agradeceu a geração anterior à sua por abrir as portas para que nomes como o seu pudessem aparecer e prosperar no segmento. “Quando comecei, aos 18 anos, eles já haviam profissionalizado o negócio e deixaram tudo pronto para que surgisse um jovem com as minhas ambições”, ressaltou. Simbolicamente, fez questão de dizer, Olivetto citou cinco deles: Roberto Duailibi, Francesc Petit, José Zaragoza, Boni e Julio Ribeiro. O publicitário também não esqueceu os momentos difíceis vividos pela propaganda brasileira, citando o episódio da saída de Fábio Fernandes da F/Nazca, “que fechou um período exuberante com chave de fenda”. Também alertou aos líderes de hoje que é preciso ter cuidado para não destruir rápido o que levou anos para ser construído. “Não podemos deixar desaparecer a reputação mundial da publicidade brasileira, sob o ponto de vista criativo e de negócios. E também precisamos falar mais a verdade, e não apenas aquilo que imaginamos ou nos disseram que os clientes gostariam de ouvir.”

Um dos publicitários mais populares e premiados de todos os tempos, Olivetto construiu uma carreira com trabalhos históricos, incluindo filmes como “Primeiro Sutiã”, “Homem com mais de 40 anos”, “Hitler” e campanhas clássicas como o “Garoto Bombril”, “Casal Unibanco” e o cachorrinho de Cofap, entre tantos outros. Sua história de empreendedorismo na publicidade teve início em 1986, quando deixou a DPZ para lançar a W/GGK, que mais tarde, mudaria o nome para W/Brasil. A agência de Olivetto se fundiu com a McCann, em 2010, ganhando o nome de WMcCann.

Olivetto também recebeu em 2014 o “Clio Lifetime Achievement Award” e em 2015 foi escolhido como o primeiro não anglo-saxão da história a entrar para o Creative Hall of Fame, do The One Club. “O nosso homenageado colaborou para que a publicidade brasileira fosse reconhecida internacionalmente”, destacou Salles Neto, presidente do Grupo Meio & Mensagem, durante o Caboré 2019.

Quando ganhou seu primeiro Caboré, em 1980, Olivetto já não podia mais ser chamado de “Golden boy” da publicidade brasileira, título que ganhou por sua ascensão precoce de carreira, incluindo a conquista de um Leão de Bronze em Cannes com 19 anos. No entanto, o próprio publicitário considera aquele como o primeiro grande prêmio individual de sua jornada. Antes daquela edição do Caboré, que foi a primeira do prêmio em toda a história, o publicitário já colecionava em sua estante uma série de troféus, praticamente todos eles ao lado de “seu dupla” Francesc Petit.

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