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Indicadas ao Caboré, Conspiração, Landia e Saigon otimizam fluxos de produção publicitária e investem em formatos de entretenimento


21 de outubro de 2019 - 16h33

Renata Brandão (Conspiração) (Crédito: Arthur Nobre), Carolina Dantas (Crédito: Eugenio Goulart) e Marcelo Altschuler (Crédito: divulgação)

O ano de 2019 tem sido, ao mesmo tempo, desafiador e interessante para o mercado audiovisual. Conspiração, Landia e Saigon, as produtoras indicadas ao Caboré, buscam experimentar novos formatos de publicidade e entretenimento. Para isso, renovam seus castings de diretores e apostam em novas frentes de conteúdo. “Na propaganda, o desafio continua sendo equacionar de forma equilibrada e razoável ideias relevantes, verbas e prazos de execução que respeitem a cadeia produtiva”, avalia Marcelo Altschuler, sócio e produtor executivo da Saigon, produtora indicada ao Caboré pela segunda vez – a primeira foi em 2017.

“Devido à crise econômica, nesse ano de 2019 os orçamentos diminuíram, mas isso não nos afetou porque conseguimos crescer no volume de jobs de menor orçamento, sem perder a qualidade”, relata Carolina Dantas, sócia e diretora executiva da operação brasileira da Landia. Estreante no Caboré, a produtora inaugurada em Buenos Aires, há 19 anos, desembarcou no Brasil em 2012 através de uma sociedade com a Movie&Art. No entretenimento, as três empresas também buscam intensificar a produção para múltiplas telas e plataformas. O desafio, nesse contexto, é consolidar parcerias com canais de televisão, plataformas de streaming e distribuidoras, uma vez que há cada vez mais demanda por conteúdo nacional.

“A expansão para o mercado internacional é um desafio, porque precisamos deixar os produtos o mais globais possível”, diz Renata Brandão, CEO da Conspiração, vencedora do Caboré em 2013, 2006 e 1997. Este ano, a produtora recebeu nove indicações ao Emmy internacional pelas séries Sob Pressão, realizada para a Globo, Magnífica 70, para a HBO, e 1 Contra Todos, para a Fox. Também rodou sua primeira série para a Netflix, Reality Z, e lançou os filmes Kardec e Vai que Cola 2, que já figuram entre as maiores bilheterias nacionais de 2019.

Para a Saigon, que tem apenas cinco anos de existência, a estratégia é manter a curva de crescimento consistente e a atração de novos talentos, apesar de ser uma produtora jovem, que conta atualmente com cerca de 30 funcionários. “Temos talentos criados na própria casa e que estão crescendo junto com a empresa”, diz Marcelo. No ranking de produtoras divulgado por Meio & Mensagem em setembro, com base em avaliações de 95 diretores de criação e profissionais de produção, a Saigon aparece em 1º lugar, assim como o seu sócio Vellas, líder entre os melhores diretores. Nos últimos meses, foi responsável por peças como “Caverna do Dragão”, da DPZ&T para Renault, e “Nuvens”, da AlmapBBDO para Gol Linhas Aéreas.

No quarto lugar do ranking, a Landia também quer lançar novos talentos. No último ano, incrementou seu casting com as diretoras Aline Lata e Clara Behrmann, o diretor Kayhan Ozmen e o trio We Are Magnolias, composto por Barbara Sassen, Nate Rabelo e Valentina Baisch. A resposta da produtora para as altas expectativas dos clientes, segundo Carol, é o pragmatismo. “Não dá mais para sair filmando, captando planos que têm pouca chance de entrar na montagem final. A decupagem de nossos diretores tem que ser cirúrgica”, afirma.

Já a Conspiração decidiu lançar um núcleo de desenvolvimento e criação focado em ficção, além de reforçar o Hysteria, núcleo de conteúdo produzido por mulheres. Na publicidade, os destaques são projetos como “O Comercial Infinito”, da Wieden + Kennedy para Old Spice, e o reality show “Se Essa Roupa Fosse Minha”, em coprodução com o GNT e a Comfort, marca da Unilever. O objetivo, segundo Renata Brandão, é construir um portfólio amplo de histórias. “Os maiores desafios do mercado são atrair talentos diversos, manter a qualidade artísticas das produções e se diferenciar na forma de se relacionar com o mercado”, lista a CEO.

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